O Tribunal do Júri entrou em uma nova fase do julgamento do assassinato de Raquel Cattani, com o início da sustentação oral da acusação. A etapa teve início após mais de uma hora e meia de interrogatório do réu Romero Xavier Mengarde. O irmão dele, também acusado, Rodrigo Xavier, não respondeu às perguntas e se manteve em silêncio.
A acusação foi apresentada pelo Ministério Público, representado pelo promotor João Marcos de Paula Alves, que abriu sua fala contextualizando o julgamento e destacando a gravidade do crime. Ele agradeceu a atuação conjunta com a promotora Andreia e ressaltou o papel do Conselho de Sentença.
“Hoje estamos aqui para julgar Rodrigo e Romero pelo crime brutal cometido contra Raquel”, afirmou.
O promotor enfatizou que o objetivo da acusação é demonstrar aos jurados a responsabilidade penal dos réus pelos fatos descritos na denúncia. Durante a sustentação, o Ministério Público anunciou o pedido de condenação de ambos pelo crime de homicídio com quatro qualificadoras e, em relação a Rodrigo, também pelo crime de furto. Segundo a acusação, Raquel foi morta de forma brutal, sem qualquer possibilidade de defesa.
Às 16h48, o promotor voltou a criticar a versão apresentada por Romero ao longo do julgamento.
“Quem só ouvir a versão do Romero sai com ele aqui abraçado”, disse, ao sustentar que o relato do réu não se sustenta diante do conjunto de provas reunidas no processo.
O Ministério Público afirmou que a atuação no plenário busca justamente desconstruir essa narrativa, considerada incompatível com os elementos probatórios.
Durante a fala, o promotor também fez questão de reconhecer a importância da defesa técnica no Tribunal do Júri.
“Esse julgamento só está sendo feito porque existe defesa técnica. Sem defesa, não há julgamento”, declarou.
Ele reforçou ainda que o pedido de condenação não surgiu apenas nesta fase do julgamento, mas acompanha o processo desde o início das investigações.
Fonte: Gazeta Digital