Famílias devem solicitar o serviço à unidade escolar mediante apresentação de laudo médico
Mesmo longe da sala de aula, estudantes que enfrentam graves limitações de saúde seguem aprendendo. Em 2026, o Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) continua garantindo o direito à educação a alunos que, por questões médicas ou impedimentos físicos, não conseguem frequentar a escola de forma regular. Atualmente, 85 estudantes da rede estadual são atendidos por meio da modalidade.
O serviço é voltado a alunos da educação básica regularmente matriculados que utilizam ventilação mecânica de forma contínua, apresentam doenças degenerativas em estágio avançado com comprometimento severo, encontram-se acamados ou estão impossibilitados de se deslocar até a unidade escolar. O principal objetivo é assegurar a continuidade do processo de aprendizagem e evitar prejuízos pedagógicos durante o período de afastamento.
O acompanhamento é realizado por um pedagogo, que desenvolve atividades individualizadas, respeitando as condições de saúde, as necessidades específicas e os interesses de cada estudante. O trabalho busca promover um ensino significativo, inclusivo e alinhado ao ritmo possível de aprendizagem de cada aluno.
O atendimento envolve desde a organização do espaço físico no domicílio até a seleção de materiais didáticos adequados, definição de objetivos pedagógicos e avaliação contínua do desenvolvimento do estudante. Todo o processo é articulado com o currículo e com a escola de origem, garantindo a continuidade dos conteúdos trabalhados na rede regular de ensino.
A modalidade exige planejamento criterioso e constante adaptação às condições de cada aluno, além de uma atuação integrada entre família, escola e profissionais da educação. Para ter acesso ao atendimento, a família deve formalizar a solicitação junto à unidade escolar em que o estudante está matriculado, apresentando laudo médico que comprove a condição de saúde e as limitações que impedem a frequência às aulas presenciais.
Com o Atendimento Pedagógico Domiciliar, o ensino ultrapassa os muros da escola e chega até onde o aluno está, reafirmando o princípio de que o direito à educação não pode ser interrompido, mesmo diante das adversidades.
Fonte: www.copopular.com.br