O acordo foi proposto pelo Corinthians. O clube ficou incomodado com o fato do Flamengo ter um dia a mais de descanso entre a primeira rodada no Brasileirão e a Supercopa do Brasil. O Rubro-Negro jogaria contra o São Paulo no dia 28 de janeiro, enquanto o Timão receberia o Bahia no dia seguinte.
A diretoria alvinegra questionou a CBF, mas a entidade explicou que não havia outra alternativa. A Polícia Militar não permite a realização de jogos de times do mesmo estado no mesmo dia.
O Corinthians sugeriu que a partida fosse disputada fora da capital paulista e obteve o aval da CBF. A diretoria passou a buscar opções e escolheu a Vila Belmiro.
Por que a Vila?
Segundo apurou a Gazeta Esportiva, o Timão deu prioridade aos estádios mais próximos de São Paulo, a fim de evitar aumentar o desgaste por conta do deslocamento. O clube avaliou o estádio do Bragantino, mas entendeu que o Cícero de Souza Marques era ‘pequeno’. A capacidade do palco é de 12 mil pessoas.
A Vila Belmiro foi vista pelo Corinthians como uma alternativa melhor. O presidente Osmar Stabile fez a proposta para Marcelo Teixeira, presidente do Santos, que aceitou prontamente.
Os moldes do negócio
O Corinthians irá pagar um aluguel ao Santos para utilizar a Vila Belmiro, no valor de aproximadamente R$ 350 mil, e arcará com os custos operacionais do estádio. Em contrapartida, o clube ficará com todo o lucro obtido com bilheteria.
O embate contra o Bahia está marcado para o próximo dia 28 de janeiro, às 19h30 (de Brasília), três dias antes da Supercopa do Brasil.
O mesmo vale para o Santos, que precisará pagar cerca de R$ 800 mil para mandar a partida na Neo Química Arena. O duelo com o Red Bull Bragantino será já no próximo domingo, às 16h.
Esta será a segunda vez que o Peixe usará o estádio do rival. O clube também atuou como mandante no local em 2024, contra o mesmo Bragantino, pela semifinal do Campeonato Paulista daquele ano.
Por André Costa Gazeta Esportiva foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC