Escola de Saúde Pública forma 26 enfermeiros obstétricos em especialização

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Unidade da SES-MT concluiu Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica, com 760 horas de formação, para aprimorar a assistência à saúde de mulheres em Mato Grosso

Luiza Goulart SES-MT

A Escola de Saúde Pública (ESP-MT), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, na tarde desta terça-feira (10.3), a solenidade de encerramento do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica. O evento ocorreu no auditório da Fundação Espírita Rachele Steingruber, em Várzea Grande.

Concluíram o curso, ao todo, 26 enfermeiros obstétricos de 13 municípios de Mato Grosso, com o objetivo de fortalecer a rede de cuidado ao parto e ao nascimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Este momento marca o fim de uma lacuna na formação de enfermeiros obstétricos no Estado. Parabenizo os especialistas por todo o empenho ao longo do curso e a equipe da Escola de Saúde Pública pela iniciativa, que vai beneficiar a saúde das mulheres atendidas pelo SUS em Mato Grosso”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

O curso teve início em novembro de 2023, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com um total de 760 horas de formação, sendo 420 horas destinadas às atividades práticas, realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cuiabá e Várzea Grande, no Hospital Santa Helena e no Hospital Geral de Cuiabá.

Segundo a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby Oliveira, o curso reafirma o compromisso institucional com a formação qualificada, a integração ensino-serviço e o fortalecimento das políticas públicas de saúde da mulher.

“Este foi um percurso longo e valioso para os especialistas, que permitiu o desenvolvimento de habilidades técnicas qualificadas, com a realização de assistências de enfermagem e partos em quantitativo superior ao mínimo preconizado pelo Conselho Federal de Enfermagem. Cada enfermeiro tinha que fazer, no mínimo, 20 partos. Além disso, o curso vai contribuir para melhoria dos serviços de saúde do Estado”, avalia.

Conforme a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, esta especialização surgiu da falta de enfermeiros obstétricos no SUS de Mato Grosso. A iniciativa também foi impulsionada pelo Centro de Parto Normal, que será inaugurado pela Fundação Espírita Rachele Steingruber nos próximos meses.

“Esta é uma especialização que vamos ofertar de forma contínua, porque há uma necessidade muito grande de o Estado melhorar os indicadores da saúde da mulher. Não é só para os enfermeiros obstétricos aprenderem a fazer parto, mas sim para atuarem na rede de atenção à saúde das mulheres”, destacou.

Segundo a superintendente, a Escola tem intensificado as qualificações e as formações nas áreas dos indicadores que precisam ser melhorados, com expertises na coordenação dos processos educacionais.

“Nós estamos priorizando hoje a saúde da família, a saúde da mulher e a saúde mental. Estas ações vão proporcionar que os trabalhadores tenham uma qualificação diferenciada para o território. E a especialização vai aprimorar a qualidade do cuidado no atendimento às pessoas que necessitam do SUS”, afirmou.

De acordo com o diretor da Fundação Espírita Rachele Steingruber, Angelo Junqueira, a ideia é que muitas cidades do Estado tenham um Centro do Parto e a formação da ESP vai suprir esta carência por profissionais especializados.

“É um grande desafio porque é novo. Este é o primeiro. Espero que seja o primeiro de muitos. Que possamos caminhar juntos no sentido de esclarecer à sociedade sobre a importância do parto normal”, parabenizou o diretor.

Mais profissionais especialistas

Concursada do município de Cuiabá, a enfermeira e agora especialista em enfermagem obstétrica, Mariana Wolf, 33 anos, considera que a formação será essencial para a sua atuação na Atenção Primária de Saúde.

“A enfermagem obstétrica atua não somente no parto, mas também na atenção pré-concepcional, durante o pré-natal, parto e puerpério. Então foi muito bom, enriquecedor, porque foi um curso estadual, então a gente conseguiu ter esta troca de experiência com outros profissionais que atuam no interior, e eu sou daqui de Cuiabá, então foi riquíssimo saber como funciona o fluxo, tanto com os professores que vieram do Rio Grande do Norte”, avaliou.

A solenidade promoveu o encontro dos especialistas com os alunos matriculados na segunda turma do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne, que começou nesta quarta-feira (11.3), em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A enfermeira Miriam Carrasco, 29 anos, que atua na Atenção Básica de Querência, está animada para iniciar o curso de especialização da Escola de Saúde Pública.

“A gente fica agraciado porque conseguir uma vaga assim é muito difícil. Nós somos a maioria do interior. Eu venho de Querência, então são quase 900 km de distância [da Capital]. A gente vem com o intuito de aprendizado e estamos cheios de expectativas, porque é uma área que a gente gosta muito. Eu mesmo já sou consultora em amamentação, já sou doula, então era o que faltava, a cereja do bolo”, contou.

Participaram da solenidade a secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon; o diretor da Superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Pedro Dias; a responsável técnica da Rede Alyne, da SES, Suzana Albuquerque; a presidente do Conselho Regional da Enfermagem, Bruna Santiago; e a secretária adjunta de Atenção Primária da Prefeitura de Cuiabá, Cinara Thaís Sobrinho.


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