EUA e Israel atacam o Irã, que responde com mísseis

EUA e Israel atacam o Irã, que responde com mísseis
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Netanyahu e Trump confirmam ataque conjunto ao Irã e pedem aos iranianos que se levantem contra o regime, que responde disparando mísseis contra alvos israelenses e bases militares americanas no Oriente Médio

Colunas de fumaça eram vistas sobre Teerã após os ataques conjuntos de EUA e Israel

O que você precisa saber

– Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra várias cidades no Irã neste sábado (28/02), incluindo Teerã.

– O Irã respondeu lançando mísseis contra Israel e contra bases militares americanas no Golfo Pérsico e atingindo países aliados dos EUA na região.

– Os ataques de Israel e EUA miraram lideranças iranianas, incluindo o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, noticiaram a Reuters e a emissora israelense Kan.

– Um dos ataques ao Irã teria ocorrido perto dos escritórios de Khamenei, que não é visto em público há dias. A Reuters informou que ele não estava em Teerã.

– Colunas de fumaça eram vistas na capital, Teerã, pela manhã. Também foram observadas explosões no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Catar.

– Trump e Netanyahu pediram aos iranianos que se levantem contra o regime do país

Ataques provocam 200 mortes no Irã, diz Crescente Vermelho

O braço iraniano da organização Crescente Vermelho afirmou neste sábado (28/02) que a ofensiva conjunta dos EUA e Israel contra o Irã já provocou a morte de 201 pessoas no país, além de deixar 747 feridos.

Segundo o porta-voz da organização, Mojtaba Khaledi, foram registrados ataques a 24 das 31 províncias do Irã.

O que Trump quer ao atacar o Irã e o que ele pode conseguir

Pouco após Israel lançar o que chamou de “ataques preventivos” contra o Irã na manhã deste sábado (28/02), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as ações faziam parte de uma ampla ofensiva conjunta israelo-americana.

“Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”, disse Trump em um vídeo compartilhado nas redes sociais, prometendo destruir as capacidades nucleares e militares do Irã. “Vamos garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear”, disse ele. Ao definir os objetivos da ofensiva, Trump também disse que os EUA destruiriam o programa de mísseis balísticos do Irã e suas forças navais.

Como a campanha militar dos EUA e Israel contra o Irã não parece ser de curto prazo e limitada, analistas acreditam que o conflito pode continuar por semanas, se não meses. E em meio à tensão, o resultado dos objetivos que Israel e os EUA esperam alcançar permanece em aberto e as consequências podem não ser as desejadasmeaça fechar

O que é o Estreito de Ormuz, que o Irã ameaça fechar

Após o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel, forças militares do Irã têm advertido neste sábado (28/02) navios petroleiros de que eles não têm permissão para navegar pelo Estreito de Ormuz, via por onde transitam navios vindos do Golfo Pérsico em direção ao Mar Arábico.

As advertências foram captadas por forças militares europeias baseadas na região para proteger rotas de navegação. Segundo fontes, a advertência tem sido divulgada aos petroleiros via rádio por forças da Guarda Revolucionária do Irã.

Oficialmente, o regime iraniano não confirmou planos para bloquear o estreito, mas, e concretizada, a medida tem potencial de estrangular o fluxo de quase um quarto do petróleo comercializado por via marítima e atingir duramente interesses do Ocidente, provocando alta de preços e desestabilizando a economia global.

Com apenas 33 quilômetros de largura, o Estreito de Ormuz é o gargalo para o transporte de petróleo mais importante do mundo, na definição da Administração de Informações de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês).

No seu ponto mais estreito, a via pela qual os navios podem navegar tem apenas 3,2 quilômetros de largura em cada direção, o que a torna congestionada e perigosa

FlightRadar mostra espaço aéreo do Irã vazio

O espaço aéreo do Irã e de países vizinhos apareceu vazio neste sábado (28/02), após o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o regime iraniano. As imagens são do aplicativo FlightRadar.

Em sua conta no X, o FlightRadar informou que, às 6h55 (horário de Brasília), os espaços aéreos de Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Catar estavam fechados.

Fonte:    www.dw.com.br


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