O que você precisa saber
- Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana passado miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e vários chefes militares.
- O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.
- Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte de Khamenei e até a eleição de um novo líder supremo. A próxima liderança foi escolhida neste domingo (08/03), mas ainda não é conhecida.
- Israel conduz uma campanha de bombardeios contra Líbano, aprofundando o conflito no Oriente Médio. O governo israelense exige o desarmamento do Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã que mira áreas de Israel perto da fronteira.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a “rendição incondicional do Irã”. Ele diz que foi procurado pela nova liderança iraniana, mas que agora “é tarde demais”. Segundo ele, a ofensiva americana deve durar quatro ou mais semanas. O Irã descarta a possibilidade de se entregar.
- No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que o Irã anunciou ter fechado. A medida pode ter impactos devastadores para a economia global.
- Total de mortos já passou de 1,6 mil. Em números aproximados, 1,2 mil mortes aconteceram no Irã, outras 400 no Líbano e uma dúzia em Israel, segundo autoridades.
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irã:
Arábia Saudita registra duas mortes, as primeiras desde o início da guerra
Duas pessoas morreram e doze ficaram feridas depois que um projétil caiu em uma área residencial na cidade de Al-Kharj, na Arábia Saudita, no domingo (08/03), informou a Defesa Civil saudita.
Os dois mortos eram de nacionalidade indiana e bangladeshi, acrescentou o órgão, em uma publicação no X. Os doze feridos eram de Bangladesh.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que atacou sistemas de radar em locais como Al-Kharj, na Arábia Saudita.
O Ministério da Defesa saudita também informou ter interceptado 15 drones, incluindo uma tentativa de ataque no bairro diplomático da capital Riade.
Foram as primeiras mortes registradas pela Arábia Saudita desde o início da guerra entre as forças americanas e israelitas contra o Irã.
No sábado (07/03), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas por ter atingido países vizinhos e disse que só atacaria em resposta a outras ofensivas. A Arábia Saudita é aliada de Washington.
Também no domingo, o chefe da Liga Árabe, Ahmed Abouel Gheit, criticou duramente o Irã em uma reunião diplomática por sua “política imprudente” de atacar países árabes.
Fonte: www.dw.com.br