MT: CAUSAS EVITÁVEIS: Cuiabá tem um dos maiores índices de morte de bebês por diarreia

MT:  CAUSAS EVITÁVEIS:  Cuiabá tem um dos maiores índices de morte de bebês por diarreia
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Estudo da Fiocruz: 2 em cada 3 mortes até um ano seriam prevenidas com vacina, amamentação e acesso à atenção básica de Saúde

Reprodução
Segundo a Fiocruz, o país registra mais de 20 mil óbitos anuais por causas evitáveis, como diarreia e pneumonia

Cuiabá está entre as 10 cidades brasileiras com maior número de mortes de bebês até um ano por diarreia, doença de causa tratável e evitável.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), duas em cada três mortes até um ano poderiam ser prevenidas, com ações como vacinação, amamentação e acesso à atenção básica de saúde.

Contudo, o país registra mais de 20 mil óbitos anuais por causas evitáveis, como diarreia e pneumonia, e vê aumentar o risco à saúde das crianças com a queda da cobertura vacinal.

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Além da capital mato-grossense, aparecem na lista o Rio de Janeiro, Belém, Manaus, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Duque de Caxias, São Luís e Campinápolis.

O estudo é do Observatório de Saúde na Infância – Observa Infância, que reúne pesquisadores da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase).

Em Mato Grosso, dados do DataSUS mostram, que, em 2020, foram contabilizadas 821 mortes por causas evitáveis em menores de cinco anos.

Deste total,142 foram na Capital, seguida de Várzea Grande (76), Rondonópolis (49), Sinop (36).

Levando-se em consideração apenas a faixa etária com até um ano, foram 127 óbitos no mesmo ano.

Conforme a Fiocruz, os dados têm como base o cruzamento de grandes bases de dados próprias e dos sistemas de informação nacionais, o Observa Infância, identificadas causas de mortes evitáveis entre crianças menores de cinco anos.

“A partir de grandes bases de dados nacionais, nós olhamos para cada um dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. O que percebemos é que existe muita desigualdade em relação à cobertura vacinal. E essa desigualdade está relacionada, principalmente, com o acesso à atenção básica. Onde a atenção básica não chega, a queda da cobertura vacinal é mais acentuada”, disse a Patricia Boccolini, pesquisadora do Observa Infância vinculada ao Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão (Nippis), uma cooperação entre a Fiocruz e a Unifase.

Os pesquisadores destacam, ainda, que mais da metade dos bebês mortos por ano poderiam ter sido salvos por um pré-natal adequado e uma boa atenção das gestantes no pós-parto e incentivo ao aleitamento materno, que tem relação direta com a prevenção de grande parte dos óbitos infantis.

Para mudar esse cenário, é necessário fortalecer políticas públicas para promover a amamentação na primeira hora de vida e o aleitamento exclusivo nos seis primeiros meses.

A DOENÇA – A diarreia é uma das principais causas de morte em crianças de até cinco anos no mundo, perdendo apenas para a pneumonia.

Estima-se que o rotavírus seja responsável por cerca de um terço dos casos.

O rotavírus ataca as mucosas do intestino, impedindo a absorção do líquido. Se a doença não for tratada, a desidratação acaba provocando uma perda drástica de nutrientes, o que pode ser fatal.

Desde 2006, a vacina contra o rotavírus faz parte do programa nacional de vacinação.

DIÁRIO procurou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para se posicionar sobre o assunto, mas, até a edição da matéria, não obteve um retorno.

Fonte:      diariodecuiaba.com.br


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