MT: EDUCAÇÃO BÁSICA: Política inédita e recomposição da aprendizagem marcam Ensino Fundamental em MT em 2025

MT:   EDUCAÇÃO BÁSICA:  Política inédita e recomposição da aprendizagem marcam Ensino Fundamental em MT em 2025
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Rede estadual amplia atendimento, fortalece permanência dos alunos e investe em professores e adolescentes

A rede estadual de ensino encerra 2025 com indicadores que apontam avanços no Ensino Fundamental, especialmente na ampliação do atendimento, na organização pedagógica e nas ações voltadas à recomposição das aprendizagens e à permanência dos estudantes na escola. Ao longo do ano, iniciativas estruturantes também reforçaram o protagonismo de professores e estudantes, com foco especial nos anos finais dessa etapa.

O principal marco de 2025 foi a instituição da Política Pública dos Anos Finais do Ensino Fundamental, formalizada por decreto publicado em outubro. A medida colocou Mato Grosso em posição de destaque no cenário nacional ao consolidar diretrizes específicas para enfrentar desafios históricos dessa fase escolar, como evasão, defasagem idade-série e dificuldades de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática.

Para o secretário de Educação, Alan Porto, a política representou um divisor de águas. Segundo ele, o novo marco organizou ações estruturantes e deu maior clareza às estratégias pedagógicas voltadas aos estudantes do 6º ao 9º ano. “Foi uma mudança de patamar. Pela primeira vez, o Estado consolidou uma política específica para os anos finais, com foco em permanência, aprendizagem e equidade”, avaliou.

Matrículas e permanência

Em 2025, a rede estadual contabilizou 187.767 estudantes matriculados no Ensino Fundamental, sendo 12.201 nos anos iniciais e 175.566 nos anos finais. Os números refletem a manutenção do acesso e o esforço para garantir a permanência dos alunos, especialmente durante a transição para a adolescência, etapa considerada mais sensível à evasão escolar.

As ações de Busca Ativa e Compensação de Ausências possibilitaram o retorno de 6.970 estudantes às salas de aula ao longo do ano. Para a gestão educacional, a estratégia foi decisiva para reduzir o abandono escolar. “Não basta garantir a vaga. É preciso acompanhar o estudante e entender os motivos da ausência. A busca ativa é uma ação de cuidado e responsabilidade social”, destacou o secretário.

Recomposição das aprendizagens

A recomposição das aprendizagens foi tratada como prioridade em 2025. A rede atendeu 45.219 estudantes do 9º ano e 1.092 alunos do 5º ano, com foco no fortalecimento das competências em Língua Portuguesa e Matemática, áreas consideradas estratégicas para a trajetória escolar.

Outra frente relevante foi o Projeto de Acompanhamento Personalizado da Aprendizagem (APA), que alcançou 112 escolas em 56 municípios, beneficiando mais de 53.700 estudantes. A iniciativa envolveu mais de 1.190 professores, entre docentes de Língua Portuguesa, Matemática e unidocência.

“O APA fortalece a prática pedagógica e coloca o estudante no centro do processo, com intervenções baseadas em diagnóstico e acompanhamento contínuo”, avaliou Alan Porto.

Adolescências no centro das políticas

A escuta e o acolhimento das adolescências também ganharam espaço nas políticas educacionais. Mais de 70 mil estudantes participaram da Semana da Escuta das Adolescências, e 430 escolas aderiram ao programa Escola das Adolescências, iniciativa voltada a alinhar currículo, clima escolar e práticas pedagógicas às especificidades dessa fase da vida.

Para a gestão, ouvir os estudantes foi fundamental para tornar a escola mais significativa. “Construir políticas com escuta ativa é essencial para garantir pertencimento e engajamento”, pontuou o secretário.

Valorização docente e cidadania

A valorização dos professores esteve presente em ações como o programa EduMotivação, que contou com a participação de mais de 2.500 docentes em formações presenciais. Além disso, 300 professores de Matemática integraram a Mentoria entre Pares, estratégia voltada à troca de experiências e fortalecimento da prática pedagógica.

Como reconhecimento, quatro professoras — duas mentoras e duas mentoradas — foram premiadas com uma viagem a São Paulo para conhecer experiências educacionais inovadoras, reforçando o incentivo à formação continuada.

No campo da educação para a cidadania, mais de 400 estudantes e 106 professores participaram do Concurso Escolar de Expressão sobre Violência Contra a Mulher, envolvendo 106 escolas. A iniciativa promoveu debates em sala de aula por meio de produções artísticas, como música, vídeo, redação e poesia, ampliando a reflexão sobre respeito e formação cidadã.

Perspectiva de continuidade

Ao fazer um balanço do ano, Alan Porto destacou que 2025 consolidou bases importantes para avanços sustentáveis no Ensino Fundamental. “Os resultados mostram que políticas integradas, com foco na aprendizagem e atenção às pessoas, produzem efeitos concretos. O desafio agora é aprofundar essas ações e garantir que cada estudante avance com qualidade”, concluiu.

Fonte:   www.copopular.com.br


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