Universidade alcança mais de 2 mil auxílios estudantis, aprova projeto inédito do PET e amplia políticas de permanência, diversidade e qualidade do ensino
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) encerra 2025 com resultados expressivos no Ensino de Graduação, consolidando uma gestão pautada na valorização das pessoas, na permanência estudantil e na democratização do acesso ao ensino superior. Ao longo do ano, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) atingiu um marco histórico ao ultrapassar a marca de duas mil bolsas de auxílio ativas destinadas aos estudantes, fortalecendo políticas que garantem inclusão social e reduzem a evasão acadêmica.
Entre os principais programas contemplados estão o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e o Programa de Formação de Células Cooperativas (Focco), que contribuem tanto para a formação acadêmica quanto para a qualificação profissional dos estudantes. Pela primeira vez em sua história, a Unemat também aprovou e implementou um projeto do Programa de Educação Tutorial (PET), ampliando a oferta de formação de alto nível e reforçando o compromisso com a excelência acadêmica.
A ampliação das bolsas é considerada um dos maiores legados da atual gestão, especialmente por assegurar a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A política garante que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo para a continuidade da formação universitária, fortalecendo o papel social da instituição.
Outro avanço estruturante de 2025 foi a conclusão e aprovação da atualização da Normatização Acadêmica da Unemat, uma demanda histórica definida no Congresso Universitário de 2017. A medida moderniza regras, procedimentos e a relação institucional entre a universidade e seus estudantes, promovendo mais clareza, agilidade e segurança acadêmica.
“Nós conseguimos finalizar a atualização da nossa Normatização Acadêmica”, destacou a pró-reitora de Ensino de Graduação, Nilce Maria. Segundo ela, o processo exigiu um trabalho técnico detalhado. “É todo um grande trabalho de atualizar uma normativa e, depois, fazer o processo de atualização do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) para conseguirmos operacionalizar aquilo que a normativa mudou”, explicou.
Além da nova normatização, a gestão promoveu a revisão de regras relacionadas aos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), à Bolsa Monitoria e à bolsa do Programa Focco. As mudanças ampliam o suporte financeiro a estudantes que auxiliam colegas nas atividades acadêmicas, fortalecendo a permanência e a qualidade do ensino.
Também houve avanço no papel do Núcleo Docente Estruturante (NDE) dos cursos de graduação. Antes concentrado principalmente na elaboração dos projetos pedagógicos, o NDE passou a exercer função estratégica no acompanhamento contínuo das avaliações pedagógicas, contribuindo para o aprimoramento permanente dos cursos.
Universidade para todos
A política de inclusão e diversidade também marcou o ano letivo. Um dos destaques foi o intercâmbio inédito realizado com 49 estudantes indígenas do curso de Enfermagem Intercultural. A iniciativa levou os acadêmicos a São Paulo, onde participaram de atividades formativas em instituições de referência nacional, como o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital São Paulo e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP).
A experiência proporcionou contato direto com tecnologias avançadas e estruturas hospitalares de alta complexidade, ampliando a formação técnica dos estudantes sem romper com seus saberes tradicionais. O curso, ofertado pela Faculdade Indígena Intercultural (Faindi), consolida-se como uma iniciativa singular na América Latina, aliando ciência, interculturalidade e respeito às identidades ancestrais.
No campo do acesso ao ensino superior, a Proeg também implementou mudanças significativas no processo seletivo do vestibular. Para cursos com baixa procura, houve redução no valor da taxa de inscrição, com perspectiva de isenção total no futuro. A universidade também ampliou o uso das notas de diferentes edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aumentando as chances de ingresso. Segundo a pró-reitora, o principal critério para acesso ao ensino superior deve ser a conclusão do Ensino Médio, reforçando o caráter inclusivo da instituição.
Qualidade do ensino
Na avaliação institucional, a Unemat intensificou ações de sensibilização junto a estudantes, docentes e técnicos administrativos para fortalecer a cultura avaliativa e alcançar notas de excelência nos indicadores oficiais. Para a pró-reitora Nilce Maria, a universidade reúne todas as condições necessárias para alcançar altos conceitos.
“Todos os cursos da Unemat têm condições de obter notas boas. Temos estrutura, professores e servidores técnicos altamente qualificados”, afirmou. O desafio, segundo ela, é ampliar a compreensão da universidade como uma instituição multicâmpus, estimulando o senso de pertencimento a um projeto coletivo que vai além da realidade local de cada unidade.
Com esses resultados, a Unemat consolida 2025 como um ano de avanços estruturais, fortalecimento das políticas estudantis e ampliação do acesso ao ensino superior, reafirmando seu papel estratégico no desenvolvimento educacional e social de Mato Grosso.
Fonte: www.copopular.com.br