MT: PERDEU O RUMO: Sindicato repudia ato e mostra Mauro Mendes e ‘as cinzas do jornalismo’

MT:  PERDEU O RUMO:   Sindicato repudia ato e mostra Mauro Mendes e ‘as cinzas do jornalismo’
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Em meio ao rumoroso Escândalo da Oi S/A, o governador Mauro Mendes (União) tem revelado uma certa fraqueza, num misto de desespero.

Ele anda extremamente revoltado com as denúncias do antecessor, Pedro Taques (PSB), de que seria o ícone de uma suposta malversação de dinheiro do contribuinte.

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Em vez de assumir uma posição firmeséria, como maior autoridade do Estado, MM perde o controle e volta suas baterias contra a Imprensa.

Menos, é claro, aqueles veículos que são aliados e, em vez de jornalismo, praticam o mau profissionalismo.

Após uma série de ameaças, na semana passada, o governador falou em processar o repórter Lázaro Thor, do site PNB Online.

Diante disso, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso emitiu uma nota, na qual defende o profissional e condena a “atitude repulsiva” do mandatário.

Veja a íntegra da nota:

Mauro Mendes e “as cinzas do jornalismo”

A humilhação imposta ao jornalista Lazaro Thor Borges, após pergunta formulada numa entrevista coletiva, é mais uma das atitudes repulsivas que marcam as relações do governador com a imprensa e a reduzem a cinzas de ira santa e resignação.

Mauro Mendes tem protagonizado, com inusual frequência, um imenso desrespeito que nutre pela informação que é um bem público a tutelar e não a mutilar. O governador, em coletiva, não quer jornalistas, mas uma claque, como se o cidadão mato-grossense não tivesse o direito de conhecer dos atos de governo, resumindo-os a uma caixa preta aberta só aos amigos do peito.

Mais grave, o governador se comporta como um protótipo de ditador fora de época, principalmente se houver, na voz, ou, na escrita de qualquer jornalista, menção à genialidade do primogênito que escalou com sucesso retumbante o mundo empresarial a ponto de despertar inveja e pasmo!

Desta vez, foi numa coletiva em que o governador vociferou sugerindo uma incursão aos escaninhos da Justiça a um jornalista que apenas procurou cumprir seu dever de ofício, sem sugerir qualquer imbricação com o Tesouro do Estado.

Até um singelo oi, duas vogais unidas, empregadas como mero cumprimento, ou, signo de boas-vindas, parece reverberar no governador de forma diversa a ponto de o deixar exasperado, a apontar o dedo e a brandir intimidações.

Por menos assisti coletivas nas quais os jornalistas se retiraram em sinal de protesto contra esse tipo de insulto. Sem mais perguntas. Sem microfones abertos. Sem respostas. Apenas a justa indignação!

Jornalista não comparece a uma coletiva para bajular, mas, para buscar a informação na fonte.

E nestes tempos, onde a democracia é rala, a censura, outrora exercida pela força na ditadura, foi substituída pela recusa do PI (contrato de publicidade) a quem não aplaude.

São outras cinzas, as de hoje; diferentes, pela desfaçatez e arrogância de uma gestão que tropeça no fim!

ITAMAR PERENHA – Pres. do Sindjor/MT

Fonte:    www.diariodecuiaba.com.br


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