O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que o Estado não pode correr o risco de voltar a um cenário de “desgoverno” e perder os avanços conquistados nos últimos anos. Segundo ele, retrocessos administrativos atingem diretamente a população e comprometem anos de esforço para reorganizar as contas públicas e retomar investimentos.
“O que não dá é para a gente ter um desgoverno, que nós já vimos o que é isso no passado. E para estragar é muito rápido. Para consertar, para colocar em pé, demora. Às vezes demora muito. E o povo é quem sofre, o povo é quem paga a conta”, afirmou.
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Pivetta também fez elogios ao governador Mauro Mendes (União), ao comentar a possibilidade de o chefe do Executivo disputar o Senado em 2026. Para ele, Mauro reúne experiência e preparo para representar Mato Grosso no Congresso Nacional.
“Eu falo com entusiasmo que, se o Mauro for candidato a senador, Mato Grosso terá um senador preparado. São dois mandatos de governador, um mandato de prefeito, é empresário. Eu tenho saudade do tempo dos grandes senadores que nós já tivemos.”
Questionado se manteria o ritmo da atual gestão caso seja eleito governador, Pivetta afirmou que a meta é dar continuidade e, se possível, acelerar as entregas. “Manter o ritmo e, se possível, acelerar um pouco. Porque a cada tempo a gente tem a obrigação de fazer mais e fazer melhor. Eu, junto com ele, aprendi a fazer muita coisa. Não é nenhuma pretensão minha querer fazer mais e melhor, eu tenho obrigação”, comentou.
O vice-governador relembrou as dificuldades enfrentadas no início da gestão, quando o Estado ainda não tinha capacidade de investimento.
“Nós assumimos em 2019 e tivemos 2019 e 2020 praticamente perdidos. Nós não tivemos um centavo sequer para investir. A partir de 2021 que nós começamos a investir”, disse.
Segundo ele, a retomada dos investimentos coincidiu com a melhoria da gestão fiscal e com a ampliação dos convênios com os municípios. “A partir de 2021 é que nós começamos a ter capacidade de fazer investimentos e de fazer esses convênios que nós estamos fazendo com os municípios. Então eu penso que Mato Grosso hoje está embalado”, diz.
Pivetta voltou a criticar a possibilidade de o Estado ser comandado por políticos comprometidos com interesses alheios à população. “Estragar é botar alguém comprometido com interesses que não sejam os interesses do povo. Tem muitos políticos assim, por aí, andando e garganteando, inclusive. E nós vamos ter novamente o caos que nós já tivemos”, comentou.
Para ele, Mato Grosso não pode repetir experiências negativas vividas por outros estados. “Muitos estados brasileiros vivem hoje o caos que nós já vivíamos. Nós, eu penso, não precisamos. E eu acredito que o povo de Mato Grosso não queira mais isso”, alertou.
Sobre o cenário político e eventuais resistências à sua candidatura, como a do senador Jayme Campos, Pivetta afirmou que aposta no diálogo e na construção de propostas junto à população.
“Eu converso bem com o senador Jayme Campos (União). Não tenho nenhum problema em continuar dialogando, respeito ele. Mas nós vamos colocar a nossa proposta e vamos discutir com o povo. Porque, no final da conta, quem vai definir é o povo.”
Por fim, o vice-governador destacou sua trajetória política e administrativa como credencial para disputar o comando do Estado, citando a experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, deputado estadual e vice-governador.
“Tenho uma história para contar de antes de ser vice-governador. Tive três mandatos de prefeito numa cidade que era o patinho feio de Mato Grosso e se transformou numa das mais importantes do Estado. Esses dois mandatos junto com o Mauro como vice-governador me permitiram enxergar o Estado por dentro e por fora.”
Pivetta concluiu afirmando que se sente preparado para governar com foco em resultados.
“Tenho certeza de que posso ser um governante de muitas entregas e muito conveniente para a sociedade de Mato Grosso, que é quem deposita nos cofres públicos o dinheiro público.”
Fonte: www.estadaomatogrosso.com.br