Os profissionais que trabalham no futebol conhecem muito bem a história entre Tite e Gabigol. Sabe-se que existe uma rusga entre os dois desde a época em que o técnico não convocou o atacante, que acreditava que deveria ter sido chamado. Posteriormente, Tite assumiu o comando técnico do Flamengo e colocou Gabigol no banco de reservas — o atleta não vivia uma boa fase.

Declínio no Flamengo
A partir de então, por meio de suas atitudes, Gabigol comprometeu uma série de conquistas. Por exemplo: o Flamengo levou anos para construir a imagem de um ídolo e, quando o fez, Gabigol permitiu o vazamento de uma fotografia sua vestindo a camisa do Corinthians. Após esse episódio, sua trajetória no clube carioca declinou, e ele caiu no desagrado da torcida. Transferiu-se para o Cruzeiro, onde não obteve identificação com os torcedores, não marcou gols e permaneceu como reserva durante todo o tempo. Para agravar a situação, ainda desperdiçou uma cobrança de pênalti em uma semifinal da Copa do Brasil.
Tite no Cruzeiro
Contudo, o que parecia complicado tornou-se definitivo com o “tiro de misericórdia”: a chegada de Tite. O treinador, provavelmente, indicou que não contaria com o jogador, enquanto Gabigol, ciente disso, também não se dispôs a trabalhar com o técnico, prevendo que não seria escalado para jogar. Assim, Gabigol deixou o clube.
Em termos de imagem, Gabriel Barbosa saiu muito prejudicado e precisa se recuperar, preferencialmente no Santos, que é a casa dele. Quanto a Tite, não é possível esquecer: foram duas Copas do Mundo consecutivas com eliminações nas quartas de final. No Flamengo, ele também não conseguiu obter êxito. Por esse motivo, precisou se resguardar e buscar recuperação psicológica. No entanto, no duelo pessoal entre os dois, Tite levou vantagem.
André Luiz Mendes Rádio Nacional foto: Tomaz Silva/Agência Brasil