Opas diz que mudanças climáticas impulsionaram dengue nas Américas

Opas diz que mudanças climáticas impulsionaram dengue nas Américas
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Organização afirma que doença deixou de ser tropical
Pedro Lacerda Rádio Nacional crédito: Frame EBC

As Américas registraram 13 milhões de casos de dengue e mais de oito mil mortes somente em 2024. O avanço da doença em todo o continente tem sido impulsionado principalmente pelas mudanças climáticas, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O alerta foi feito durante a Cúpula ‘Uma Só Saúde’, realizada em Lyon, na França, para marcar o Dia Mundial da Saúde. Durante o evento, especialistas discutiram estratégias globais de enfrentamento às ameaças sanitárias.

Segundo a Opas, a dengue deixou de ser uma doença tropical e passou a ser considerada ‘um termômetro da crise climática’. A lógica é simples e preocupante: temperaturas mais altas, chuvas irregulares e a expansão urbana descontrolada criam o ambiente ideal para o Aedes aegypti se reproduzir. Com isso, o mosquito avança para regiões onde antes não sobrevivia. E junto com ele vêm dengue, zika, chikungunya, febre amarela e oropouche.

Por isso, o diretor da Opas, o médico brasileiro Jarbas Barbosa, defende uma mudança de abordagem. O conceito se chama ‘Saúde Única’, que integra ações em diferentes áreas, e reforça a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental.

“Este é o melhor jeito de responder aos atuais desafios que temos agora, como as doenças transmitidas por vetores e outras doenças na nossa região das Américas, mas também para estar preparado para a próxima pandemia.”

A meta da Opas é ambiciosa: eliminar mais de 30 doenças transmissíveis nas Américas até 2030.
Edição: Bianca Paiva / Raíssa Saraiva


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