Vítima foi assassinada a tiros em frente a estabelecimento do suspeito no dia 01 de março
A vítima, Jozias dos Santos Lima, de 56 anos, estava em frente a um estabelecimento comercial quando um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Ele vítima era pessoa em situação de rua e morreu ainda no local, sem qualquer possibilidade de defesa.
Logo após o crime, a equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis iniciou diligências investigativas, com levantamento de informações e análise de elementos probatórios, que possibilitaram identificar o autor do homicídio, proprietário do estabelecimento localizada em frente ao local onde a vítima foi morta.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado e pela expedição de mandados de busca e apreensão, medidas que foram deferidas pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Na manhã desta segunda-feira (16.03), as equipes da DHPP Rondonópolis deram cumprimento às ordens judiciais, localizando e prendendo o suspeito em sua residência, no bairro Parque Universitário.
Durante as buscas, foram apreendidos um revólver calibre .38, nove munições, dois aparelhos celulares e uma motocicleta Honda Bros, objetos compatíveis com os utilizados no crime. Em razão da arma encontrada, o investigado também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Durante o interrogatório formal, o investigado confessou a autoria dos disparos. Segundo relatou, sua conveniência teria sido arrombada recentemente, ocasião em que diversos produtos foram subtraídos.
Na noite do crime, ao visualizar pelas câmeras de monitoramento que a vítima estava deitada em frente ao estabelecimento, afirmou ter acreditado que o local poderia ser novamente alvo de furto. Diante disso, deslocou-se até o local e efetuou os disparos que resultaram na morte da vítima.
O inquérito policial segue em andamento e deverá ser concluído no prazo legal de 10 dias, quando o investigado será indiciado por homicídio qualificado.
A operação recebeu o nome “Erínias”, em referência às divindades da mitologia grega Alecto, Megera e Tisífone, associadas à justiça punitiva, simbolizando a atuação firme da Polícia Civil na elucidação de crimes contra a vida e responsabilização de seus autores.