O que você precisa saber
- Ministro do Exterior do Irã contradiz o presidente americano Donald Trump e diz que Teerã não pediu cessar-fogo;
- Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã e suas forças armadas possuem planos param mais seis semanas de guerra;
- Irã lança novos ataques a Israel e países do Golfo Pérsico. Guarda Revolucionária iraniana prometeu “perseguir e matar” o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
- ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
- No Líbano, ataques de Israel mataram 850 em duas semanas.
- Trump pede a aliados que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz.
- Irã ameaça atacar empresas americanas na região se EUA avançarem contra infraestrutura energética do país.
- Exército israelense confirma invasão terrestre ao Líbano.
- Chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, teria sido morto em ataque israelense.
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:
Após recusa de aliados, Trump agora diz que não precisa de ajuda em Ormuz
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que foi informado pela maioria dos membros da Otan de que eles não querem se envolver na operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã.
O americano havia instado os aliados a apoiarem uma ação militar no Estreito de Ormuz para permitir a navegação de petroleiros e navios de carga. Diversos países, contudo, incluindo a Alemanha, rejeitaram publicamente a possibilidade.
Trump disse que “não está surpreso” com a atitude dos aliados e acrescentou que sempre considerou a Otan uma “via de mão única”.
“Devido ao fato de termos obtido tal sucesso militar, não ‘precisamos’ mais, nem desejamos, a assistência dos países da Otan. Nunca precisamos! O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul”, escreveu ele nas redes sociais. “Na verdade, como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, não precisamos da ajuda de ninguém”, completou.
Washington vem sendo pressionada, inclusive por aliados, devido às consequências globais da guerra no Irã, incluindo a disparada nos preços do petróleo e de outras commodities. Segundo Trump, porém, as forças iranianas já estão “dizimadas”.
Trump critica Starmer
Em uma reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro irlandês Michael Martin, Trump reiterou sua publicação e disse que a Otan comete um “erro muito tolo” ao não ajudar na escolta de petroleiros no Estreito de Ormuz.
“Não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá”, disse. Em sua fala, criticou diretamente o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, dizendo que o premiê não está à altura de Winston Churchill.
“Ele não tem dado apoio, e acho que isso é um grande erro. Estou decepcionado com Keir. Gosto dele, acho que é um homem legal, mas estou decepcionado”, afirmou.
O Reino Unido chegou a permitir aos EUA usarem suas bases militares na região, mas indicou que prefere uma saída diplomática para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Fonte: www.dw.com.br