“Começamos a partida abaixo do que deveríamos. Em cinco minutos já cometemos um pênalti. Depois o time acordou, começamos a jogar bola e conseguimos o empate. O segundo tempo foi igualado. Tivemos chances claras. Esse tipo de jogo tem que matar. Tem que ter efetividade. Quando não temos, é preciso fechar o jogo. Tivemos 90 minutos para ganhar, se não conseguimos, coloquei uma linha de cinco lá atrás e dois jogadores rápidos na frente. Essa foi minha estratégia, minha leitura”, analisou.
“Levamos gols no começo e no fim. Temos que corrigir, uma correção de atenção, de estar ligado do começo ao fim”, completou.
Alterações polêmicas
Já na reta final do segundo tempo, ainda com o placar marcando 1 a 1, o argentino tirou o atacante Rony para colocar o zagueiro Basso. O tento do Furacão, contudo, nasceu justamente no setor em que estava o defensor.
“O Basso, eu queria fechar a partida. Não sei se ele teve uma intervenção direta no gol. Vamos ser justos. Analisamos a história ou a partida de hoje? Estou analisando a partida de hoje. A história entra em outro terreno”, disse o treinador.
Vojvoda ainda explicou a entrada de Lautaro Díaz, outro jogador criticado que ganhou mais minutos em Curitiba. Ele também entrou na reta final.
“Não é legal falar sobre jogadores específicos. Eu os defendo. O Lautaro não vem sendo titular. Hoje entrou 10 ou 7 minutos. O Rony estava desgastado. Deixei uma linha de cinco lá atrás e dois lá na frente. O Lautaro é rápido, ataca espaços. Que outros jogadores com essas críticas, para jogar fora de casa, com espaços, em velocidade eu tenho? Não sei se era jogo para o Robinho Jr. Ele é mais de drible, com defesa fechada. Nesse tipo de jogo é Lautaro, Rony… Essa foi a razão pelo Lautaro. Compreendo a todos, mas não aponto culpados. Todos erram”, analisou.
Gramado ruim
O gramado artificial da Arena da Baixada rendeu críticas nesta noite. Após Neymar reclamar nas redes sociais, Vojvoda também falou sobre.
“Acho que o Atlético-PR tem um dos melhores estádios e CTs do Brasil. Hoje o gramado estava castigado, não estava bom. Isso não é bom para a saúde dos atletas. A bola não rolava. É o desgaste dos anos. Não é minha intenção entrar em um confronto. EU vi que o clube tem capacidade, tem uma estrutura boa, mas o gramado está abaixo em relação aos outros anos”, disse.
Além de Neymar, Gabigol também foi desfalque no Peixe diante do Athletico-PR. O atacante é outro que não gosta de gramados artificiais.
“Estamos procurando a melhor condição física do Gabriel. Estamos falando com o departamento médico. Esse tipo de gramado não favorece a condição física dele. Ele está com pequenas dores e poderia acrescentar. Foi uma indicação do DM”, finalizou Vojvoda.
Situação na tabela
Com o resultado, o Santos segue com apenas um ponto no Brasileirão, na 19ª colocação, na zona do rebaixamento. O time coleciona duas derrotas e um empate na Série A.
Próximo jogo do Santos
- Santos x Velo Clube (oitava rodada do Paulistão)
- Data e horário: 15/02 (domingo), às 20h30 (de Brasília)
- Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Por Rodrigo Matuck Gazeta Esportiva foto: Reinaldo Campos/ Santos F.C.