Acusado de matar advogado foi aluno de suposto intermediário

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Hedilerson Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva estão presos desde a semana passada

O pedreiro Antônio Gomes da Silva, de 55 anos, apontado como o atirador que matou o advogado Roberto Zampieri, 56, era ex-aluno do instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa, 53, preso pela acusação de ter intermediado o crime.

Em outubro de 2022, Hedilerson publicou uma foto em seu Instagram ao lado de Antônio, que segura uma espingarda. Na legenda, Hedilerson, que é veterano das Forças Armadas, escreveu: “Mais um aluno aprovado!… Parabéns”.

O delegado responsável pela investigação, Edson Pick, confirmou que Antônio fez um curso com Hedilerson e revelou que ele foi reprovado no teste para obter o CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo).

“Ele aprendeu a atirar com o [Hedilerson] Barbosa. Essa é a relação dos dois. Até o momento, ele não conseguiu o Certificado de Registro de Arma de Fogo para obter seu registro de CAC [Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador]”, informou Pick.

Ainda de acordo com o delegado, sem muitos detalhes, Hedilerson teria dito que Antônio foi contratado por conta de seu “perfil”.

“Ele falou que contrataram ele por conta do perfil. Essa foi a justificativa dele: que procuraram alguém com o perfil dele”.

Entrega da arma e apoio na fuga

O Programa do POP, da TV Cidade Verde, divulgou que o veterano do Exército ainda teria auxiliado Antônio na fuga após o crime.

Segundo a Polícia, a arma foi entregue ao pedreiro por Hedilerson no dia do assassinato. Para dissimular a verdadeira motivação de trazer a pistola para Cuiabá, segundo o programa, o instrutor teria usado como pretexto a participação em um torneio de tiro.

O assassinato de Zampieri

Roberto Zampieri foi assassinado dentro de sua Fiat Toro com 10 tiros, na noite de 5 de dezembro, em frente ao seu escritório, no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

A motivação para o crime seria uma disputa por terras na região de Ribeirão Cascalheira.

O atirador, identificado como Antônio Gomes da Silva, ficou sentado na calçada em frente ao estabelecimento por mais de uma hora, aguardando a saída do jurista.

Após o crime, ele fugiu. No dia 20 de dezembro, Antônio foi localizado e preso em Santa Luzia (MG). Horas depois, Maria Angélica Caixeta Gontijo, acusada de ser mandante, foi presa em Patos de Minas (MG). No dia 22, Hedilerson também foi preso em Minas Gerais.

Após terem suas prisões mantidas, os três foram transferidos para Cuiabá no último sábado (23).

 

 

 

 

 

Fonte: www.midianews.com.br


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