MT: Crise social coloca Cuiabá de novo no Mapa da Fome

MT:  Crise social coloca Cuiabá de novo no Mapa da Fome
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O Brasil voltou ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas. Segundo relatório da entidade, 61 milhões de brasileiros lidaram com algum tipo de insegurança alimentar ano passado. Um nome técnico para dizer que as pessoas não têm certeza de quando ou o que irão comer.

No mapa de Cuiabá, a fome tem endereço certo nas periferias. O bairro Silvanópolis é um desses lugares. Lá moram cerca de 2 mil famílias. A maioria em barracos improvisados. Formada após grilagem, a comunidade é literalmente um amontoado de ‘Silvas’, já que no senso comum o sobrenome está ligado à pobreza.

Adiles Maria, 45, mora lá há um ano com marido e dois filhos. Desempregada, ela recebe auxílio do governo federal. O dinheiro dá para o “básico do básico”. A vizinha, uma jovem de 24 anos, vive no barraco com gêmeos recémnascidos, três filhos pequenos e o marido. Ela também recebe auxílio. Fazendo as contas, as duas resumem que “não sabem o que fariam se não fosse Dona Antônia”.

Antônia Xavier da Silva, 52, é considerada o anjo da guarda de 97 mães do Silvanópolis. Há dois anos no bairro, o trabalho dela é de amenizar essa situação. A cada 15 dias faz um sopão para os moradores do bairro. Alguns moradores têm apenas o alimento servido pela missionária.

“A fome existe em Cuiabá. Não precisa procurar longe. É desesperador. Aqui tem gente que está doente de passar fome, com problema no estômago”. Além da comida, ela distribui remédios, roupas e cestas básicas.

A missionária também roda as ruas de terra do bairro fazendo visitas. Em algumas casas só encontra água. ‘Aqui se encontra pobreza, fome, miséria, tristeza, mas não tem comida. Acabei de receber a ligação de mulher pedindo sacolão porque não tem o que fazer na janta’, conta.

As doações que Antônia faz chegam através das redes socais. Antes de ser entrevistada, ela recebia mortadela de uma doadora. O ato é fotografado e publicado como forma de registro e controle. Segundo Antônia, o item seria usado para alimentar as crianças do bairro, que são recebidas aos sábados para um lanche especial. Contudo, pretendia doar o ingrediente para a família da ligação caso não encontrasse outro alimento para entregar.

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

Fonte:  gazetadigital.com.br


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