MT: CUIABÁ NO CORAÇÃO – 307 ANOS: Professora e pianista declara “amor à primeira vista” à Capital

MT:  CUIABÁ NO CORAÇÃO – 307 ANOS:   Professora e pianista declara “amor à primeira vista” à Capital
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Aqui somos convidados para ir às casas das pessoas”, diz Sandra Lima, de 57 anos

A professora-doutora em engenharia civil e pianista clássica Sandra Maria de Lima

A professora-doutora em engenharia civil e pianista clássica Sandra Maria de Lima, 57, faz aniversário no mesmo dia de Cuiabá, mas ela não é de “tchapa”.

Ou seja, não tem impresso o nome da capital mato-grossense em sua certidão de nascimento.

Todavia, além de amor, Sandra Lima carrega a certeza de que nasceu e viveu outras vidas em Cuiabá.

Estudiosa de doutrina espírita, ela diz que quando pisou no solo cuiabano sentiu como se estivesse em seu lugar preferido, onde sempre quis estar.

“Nasci em São Paulo, com uma diferença de 250 anos da fundação de Cuiabá, mas sou cuiabana por amor à primeira vista”, declara-se.

“Subi a Avenida Getúlio Vargas pela primeira vez encantada, apreciando o calor e assistindo às araras atravessando o Céu. Foi um espetáculo mesmo”, narra Sandra.

“A cada dia fui me apaixonando mais e mais pela cidade e o povo cuiabano”, declara-se.

“Provei a mojica de pintado e o sabor me fez apreciar o prato como um manjar dos deuses”, revela.

“A primeira vez que senti o cheiro do pequi, na rua, quis conhecer e provar a fruta. Comprei e me deliciei comendo com cuidado”, conta.

“A cidade é rica em história. O povo e a culinária são encantadores”, assinala a professora.

“Os dois anos que passei fora de Cuiabá, por questões pessoais, foram sofridos”, lamenta ela.

Sandra diz que nem o mar e as dunas à sua frente a faziam aceitar a distância do calor e dos cuiabanos.

“Tudo me lembrava de Cuiabá e as montanhas de Chapada dos Guimarães”, confidencia ela.

Sandra Lima, que nasceu em Lins, interior paulista, está completando 20 anos de Cuiabá.

Ela, assim como milhares de migrantes, chegou aqui em busca de oportunidade profissional.

Formada em Engenharia Civil aos 22 anos, com especialização, mestrado e doutorado, Sandra desembarcou na capital para prestar concurso público.

Aprovada em primeiro lugar, assumiu o posto de professora do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), à época ainda Cefet, em novembro de 2006.

Há duas décadas, ela é a professora Sandra Lima que ensina, pesquisa, faz amigos e vive integralmente a cultura, costumes e história de Cuiabá e de Mato Grosso.

A trajetória de Sandra é marcada pelo amor que não cansa de declarar e a preocupação com a formação das novas gerações.

Nessas duas décadas, atuou no mais antigo campus do IFMT de Mato Grosso, o Octayde Jorge, na área central de Cuiabá, e ajudou a fundar o campus do IFMT de Várzea Grande

No novo campus, elegeu-se reitora por dois mandatos e agora exerce o ofício de ensinar.

Em Cuiabá, a professora Sandra sempre morou na mesma região, a do bairro Duque de Caxias.

“Amo a região onde moro. Perto de casa estão as praças Maria da Paz e 8 de Abril, o Parque Mãe Bonifácia, o Batalhão Laguna(44ºBIMtz), monumentos lindos que contam muito da história da cidade”, cita ela.

“Também amo a área central, onde costumo fazer passeios e excursões com meus alunos para que eles possam viver a aprender mais sobre a história e arquitetura cuiabana”, diz.

Sandra tem um filho cuiabano, Nicolas, de 15 anos. Também é mãe de Marcelo, de 31 anos, que nasceu em Lins.

Ela começou a conhecer Cuiabá e o IFMT à distância, com a professora Josélia Santos, sua colega de doutorado na USP de São Carlos(São Paulo).

Josélia, de quem se tornou amiga, já era professora no IFMT e foi quem a informou sobre a abertura do concurso público.

Em Cuiabá, a professora Sandra diz que viveu e vive experiências de vida que não imagina existirem em outros lugares.

“O povo cuiabano é acolhedor, tem uma hospitalidade que não vejo em outros lugares”, atesta.

“Aqui somos convidados para ir a casas de pessoas que acabamos de conhecer”, admira-se.

“Na semana em que assumi o cargo de professora e saí para fazer a primeira compra, começar a montar minha casa, provei da hospitalidade cuiabana”, começa.

“Na fila do caixa, uma senhora puxou conversa comigo. Quando lhe contei que estava mudando para cá… Nossa! … ela me convidou para almoçar na casa dela”, revela.

“O convite foi a recepção calorosa que se repete por onde vamos em Cuiabá”, completa.

“Deus realizou o pedido que fiz desde a adolescência. Eu pedia para me afastar de lugares frios, não suportava o frio”, conta.

“Aqui estou. Não reclamo do calor e não entendo quem reclama”, celebra ela.

Quem conhece a professora Sandra Lima entende o que ela diz. À noite, ao sentir qualquer vento, drjs após uma chuva, ela joga sobre os ombros um xale ou blusa de frio que estiver ao seu alcance.

Fonte:   www.diariodecuiaba.com.br


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