Republicanos temem que Taylor Swift apoie reeleição de Biden nos EUA

Republicanos temem que Taylor Swift apoie reeleição de Biden nos EUA
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Para apoiadores de Donald Trump, a popular cantora norte-americana Taylor Swift pode ajudar campanhas de Joe Biden

A cantora norte-americana Taylor Swift pode virar “cabo eleitoral” nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para novembro deste ano. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 18% dos eleitores votariam num candidato apoiado pela artista. A situação tem incomodado republicanos, personalidades da ultradireita e apoiadores de Donald Trump, já que na corrida eleitoral de 2020, Swift declarou apoio ao atual presidente do país, o democrata Joe Biden.

O estudo, encomendado pela revista americana Newsweek, da Redfield & Wilton Strategies, ouviu, em dezembro de 2023, 1.500 norte-americanos aptos a votar. Os jovens predominam entre os que seguiriam a opinião da cantora. O mesmo levantamento apontou, também, que 45% dos eleitores se declaram fãs da artista.

Nas redes sociais, a oposição do governo de Biden acusa Taylor Swift, o relacionamento dela com Travis Kelce — estrela do futebol americano —- e até a vitória do time dele, Kansas City Chiefs, na última partida da National Football League (NFL), de serem parte de um complô para reeleger o presidente Joe Biden.

Teorias conspiratórias

Com as aparições da cantora nos últimos jogos da NFL chamando muita atenção no esporte mais popular dos EUA, Taylor se torna uma ameaça para muitos eleitores de direita, mesmo não se envolvendo com frequência em discussões políticas

“Eu me pergunto se há um grande endosso presidencial vindo de um casal artificialmente apoiado culturalmente neste outono [no hemisfério norte]. Apenas algumas especulações malucas aqui, vamos ver como isso envelhece nos próximos oito meses”, publicou o ex-candidato presidencial Vivek Ramaswamy, em resposta a uma publicação de Jack Posobiec, teórico da conspiração Pizzagate, no X (antigo Twitter).

O discurso de Vivek Ramaswamy, que vai de encontro às teorias conspiratórias de que as temporadas da NFL possuem um “roteiro”, insinua que o relacionamento de Taylor e Travis seria planejado pelo governo de Joe Biden, que busca a reeleição.

Dessa forma, a vitória do time do Kansas City Chiefs, onde Travis joga, teria tido um papel importante para dar uma maior visibilidade ao casal, e, consequentemente, apoio a Biden.

Após desistir da candidatura, Vivek Ramaswamy, empresário bilionário, declarou apoio a Donald Trump.

“Nunca estive tão convencido de que o Super Bowl é fraudado. Com toda a cobertura desnecessária e indesejada de Taylor [Swift] nos jogos. A jornada de KC [Kansas City] para o Superbowl — totalmente roteirizada… KC vence. E mais tarde [eles anunciam] seu apoio a Biden. Coincidência? Não”, escreveu no X, Jack Lombardi II, ex-candidato ao Congresso americano.

Outras personalidades se manifestaram

Além de Vivek Ramaswam e Jack Lombardi II, outras personalidades fizeram publicações como o mesmo viés no X (antigo Twitter).

“Taylor Swift foi eleita a Personalidade do Ano de 2023 da TIME. Isso não é chocante, já que é com ela que os democratas contam para interferir nas eleições presidenciais de 2024. O que os democratas fariam sem seu ídolo, que atravessa os homens como água e vomita baboseiras anti-Trump sempre que pode? Toda a sua viagem mundial tornou-se uma campanha de registo eleitoral do Partido Democrata”, escreveu a jornalista e ativista conservadora, Laura Loomer

O influenciador de extrema direita, Rogan O’Handley, chegou a sugerir que, caso os Chiefs ganhassem o Super Bowl, Taylor Swift e Travis Kelce desencadeariam uma série apocalíptica de eventos que mataria milhões de pessoas. Caso isso não acontecesse, “o senhor Pfizer e a sua namorada [Taylor Swift] entrarão em uma tour como ‘campeões mundiais’ ajudando a eleger Joe Biden.”

“A Terceira Guerra Mundial provavelmente ocorrerá em um segundo mandato Biden e milhões de pessoas morrerão. O destino do mundo livre está sobre seus ombros”, concluiu O’Handley . O “senhor Pfizer” diz respeito ao apoio de Travis Kelce à vacinação durante a pandemia da Covid-19.

O Super Bowl ocorre em quase duas semanas antes das primárias na Carolina do Sul e três dias antes de eventos eleitorais importantes para o Partido Republicano, como o Caucus em Nevada e Ilhas Virgens.


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